Hoje a Lua em Sagitário está em conjunção com Lilith, oposição com Mercúrio em Gêmeos, trígono com Quíron em Áries e quincúncio com Júpiter em Câncer.
Sagitário é um signo de fogo mutável e de polaridade ativa, muito associado com a busca e a jornada de experiências que trazem sabedoria. Representa aquele espírito aventureiro que toda pessoa tem.
A Lua, que fala das necessidades emocionais e da busca inconsciente por algo que contribui para o bem-estar, nessa energia, aponta justamente para a necessidade de viver novas experiências, ativando esse espírito aventureiro.
E Lilith, a rebelde, potencializa essa dinâmica trazendo insatisfação. Ela evidencia que há algo sendo buscado ativamente que está gerando desconforto. Em outras palavras: existe uma insatisfação emocional vindo à tona.
Quíron em Áries flui livremente para essa conjunção, indicando que a dor da alma — aquela dor do passado que surge pela energia de Áries — está diretamente ligada à necessidade de liberdade e autonomia para seguir os próprios impulsos.
Do outro lado, Júpiter representa a fé. Em Câncer, um signo de água cardinal e passivo, indica uma fé influenciada por emoções profundas e sentimentos. A meu ver, é uma fé na necessidade de apoio, acolhimento e proteção, pois a água traz muitas inseguranças. Torna-se uma fé instável e subjetiva. Aqui, por uma questão simbólica, poderia ser a fé na família e no que é conhecido, representando a busca por segurança.
Aí, quando olhamos para o quincúncio — um aspecto que exige ajuste —, dá para entender perfeitamente o cenário: para que uma pessoa desperte em si o espírito aventureiro de Sagitário e, por consequência, sinta-se mais livre e dona das próprias escolhas (Áries), ela vai ter que ajustar aquilo em que acredita (Júpiter). É preciso deixar de crer que necessita sempre de uma proteção, de uma segurança ou de um apoio que ela só acha na sua zona de conforto, com a família ou com o que é conhecido.
Sagitário também é o signo da expansão de horizontes, muitas vezes conectado a viagens longas. Nesse caso, o desenho do céu fala sobre o distanciamento do passado e do que é familiar, a fim de desbravarmos terras distantes e crescer.
O ponto crucial aqui também é Mercúrio. Precisamos entender que o sistema de crenças (Júpiter) molda os pensamentos (Mercúrio). Então, nessa mecânica do dia, o que acontece quando temos um Mercúrio em Gêmeos?
Partindo da ideia de uma crença na dependência emocional e na necessidade de segurança vinda do que é familiar, racionalmente esse Mercúrio vai pensar que não é seguro se aventurar no novo. Assim, mesmo que a vontade (Áries) esteja latejando como uma dor constante (Quíron), se o pensamento dita que é arriscado ou perigoso, a saída para a aventura nunca acontece. Tudo fica preso no plano das ideias porque a mente barra a ação. E é esse aprisionamento mental que nos joga de volta para a conjunção inicial: a revolta e a insatisfação emocional representadas pela Lua e por Lilith.