O céu de hoje nos mostra a seguinte configuração: Lua em Aquário em oposição com Vênus em Leão, em sextil com Lilith em Sagitário e com Saturno em Áries.
A Lua em Aquário fala da necessidade de inovar, de sentir diferente, de fazer uma revolução. Mas ela também nos mostra que provavelmente temos um sentimento de que devemos fazer parte de algo maior do que nós. É hora de ativar o senso de humanidade, de compreender que somos um elemento de um grupo e de entender que, se eu progrido, esse grupo acaba progredindo também em algum nível. Essa Lua acaba mostrando que temos essa necessidade de compartilhar nossos paradigmas com os outros e que, em função disso, muitas vezes acabamos nos engajando tanto nesse contexto que acabamos negligenciando o que é bom para nós mesmos. Isso é o que sugere Vênus em Leão, que pede justamente que nos atentemos para o que nos dá prazer, traz felicidade e alegria, para como nutrimos nossas necessidades sociais, mas, acima de qualquer coisa, pede para que olhemos para o que valorizamos e para o nosso valor pessoal. O quanto disso negligenciamos para nos encaixarmos num grupo? Há momentos em que essa necessidade de pertencer acaba entrando em conflito com o que nos faz bem. Agora é a hora de pensar e perceber isso.
Hoje, esse conflito entre Lua e Vênus marca o grande desafio do dia, no que tange ao contexto lunar. Só que o céu está nos mostrando como lidar com essa dinâmica. Em primeiro lugar, Saturno em Áries vem lembrar que somos responsáveis por nós mesmos, por nossas escolhas, nossos impulsos, desejos, vontades e pela garantia de nossa liberdade pessoal e autonomia. Ele traz uma indicação de que é preciso amadurecer a forma como nos sentimos com relação a essa questão de pertencer, a forma como nos permitimos mudar até mesmo nossos valores pessoais e como fazemos coisas que afetam negativamente a nossa felicidade apenas para que sejamos parte, para que tenhamos um rótulo. Mesmo num contexto de grupo, é importante entender que somos indivíduos com necessidades exclusivas, e para cada um o que faz bem ou não pode ser diferente. Assumir o compromisso com a autonomia e a individualidade é algo que pode ajudar a fazermos parte de um grupo, porém sem nos perdermos ou nos fundirmos a ele. Saturno ainda nos faz questionar o quanto de nossa expressão espontânea estamos limitando para nos encaixarmos num contexto social.
E Lilith em Sagitário surge no céu de hoje para nos lembrar que não devemos abrir mão de nossa liberdade, de viver experiências que nos enriqueçam de sentido e sabedoria. Ela nos mostra que existe uma insatisfação, mas que essa insatisfação é, na verdade, algo para nos fazer perceber como estamos deixando que o coletivo nos afete, o quanto de nossas experiências estão realmente sendo importantes do nosso próprio ponto de vista.
É claro que o ser humano não foi feito para viver sozinho. São as trocas que vão provocar experiências diversas e proporcionar uma série de situações importantes na vida. Só que cada pessoa tem sua própria tribo, não melhor nem pior do que qualquer outra, mas certamente diferente. E a configuração de hoje vem nos lembrar que se estamos tendo que mudar ou desrespeitar nossos valores pessoais, ou se o grupo do qual fazemos parte não nos dá devido valor, é porque não estamos no grupo certo e, diante disso, a revolução, a inovação e o compromisso consigo mesmo devem ser colocados como prioridades. Certamente nos sentiremos muito melhor se encontrarmos a nossa verdadeira tribo — e ela não deve demandar grandes sacrifícios, não.